Um Empreendedor pode ser – também – um empregado?

16 06 2009

Olá pessoal, tudo joia?

Começaremos o post da Prosa Profissional com uma indagação bastante interessante: Um Empreeendedor pode ser – também – um empregado? Antes de prosseguir com a leitura deste texto, pare e pense um pouco a respeito.

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Pensou?

Então, esta pergunta é uma das matérias da revista Pequenas Empresas Grandes Negoócios deste mês (que aconselhamos muito você correr até a próxima banca e lê-la), e antes que você responda rapidamente um sonoro Não,  pense em exemplos como Luciano Huck, Marcelo Tas, ou ainda aquele empresário bem sucedido que você conhece que insiste – mesmo você não sabendo por que – em ser professor em faculdade.

O que eles têm em comum?

São empreendedores e empregados.

Bem, não precisamos dizer que o Luciano, o Tas e este empresário não têm necessidade nenhuma de terem a carteira assinada por qualquer empresa que seja, pois o retorno (em todos os sentidos) alcançado pelo esforço e liderança próprios,  já seriam mais que suficientes para viverem apenas disso.  Então o que leva pessoas como eles a terem esta dupla jornada, quando a maioria das pessoas pensam em focar apenas em um dos lados?

Engana-se quem acha esta situação rara, só nos Estados Unidos cerca de 47% dos empreendedores não possuem o negócio próprio como principal fonte de renda. Mas a questão financeira não é o ponto principal para levar uma pessoa a agir assim.

Fatores como segurança, satisfação pessoal (também chamada na língua dos empreendedores como paixão), possibilidade de planejar e atuar com maior prudência (e de forma minusciosa) nos projetos, bem como ampliar e manter atualizado o networking e, consequentemente as possibilidades de novos negócios, são levados em conta neste tipo de escolha.

Afinal, a carteira assinada permite que você sempre conheça e mantenha contato com diversas pessoas – que muitas vezes podem ser também seus clientes/parceiros no seu negócio, e também permite que você planeje de foma mais detalhada e segura os passos do seu empreendimento, já que não se tem a urgência – que acontece em muitos casos – de abrir um negócio para sua sobrevivência.

Antes que pensem que tudo são flores, podemos imaginar que esta dupla jornada não é nada fácil. Não chegamos a conversar com nenhum dos exemplos dados aqui (Luciano Huck e Marcelo Tas), mas imagine o que é ajudar a coordenar e ancorar semanalmente um dos melhores programas de jornalismo-humoristico do país (CQC) , estar totalmente atenado ao que ocorre no mundo e no país para publicar diariamente em seu blog e em seu twitter – sabendo que sua opinião é amplamente difundida, lida, discutida e criticada por toda internet [alguém lembra aí do famigerado case  “Telefônica no twitter do Tas”?], isso quando não tem palestras, visitas para fazer nos diversos cantos do país e também os vários convites para atuações e participações em ações teatrais – como os famosos stand-up comedy.

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Marcelo Tas é o rapaz mais seguido pelo twitter no país (90.637 seguidores contabilizados no dia de hoje), está na blogosfera desde 2003 – ou seja, muito antes desse boom do mundo online, proliferação de blogs e tudo mais (e o melhor,vivia disso). Por isso considerado por muitos um profissional polivante e empreendedor  de sucesso na internet, e poderia muito bem, como fez por algum tempo, não estar na Tv com acontece atualmente. No caso dele, um dos fatores primordiais dessa dupla jornada chama-se paixão.

É também o que move um dos personagens da reportagem da revista, Márcio Siqueira de 36 anos que é sócio proprietário de um escritório de contabilidade e também é supervisor administrativo financeiro de um shopping da cidade de Ribeirão Preto – SP. O lado empresário de Siqueira, para se ter uma idéia, inicia-se diariamente às 5 da manhã e vai até às 9h – quando assume o lado empregado de supervisor – e logo após o horário comercial e também, quando necessário, nos fins de semanas e feriados – retoma-se o lado empresário, resolvendo pendências e planejando os próximos passos da empresa.

Como se pode perceber, é possivel sim ser empreendedor e empregado, porém não é fácil. Cabe ao profissional cuidar muito bem destes dois papéis de forma que as responsabilidades que cada um exige não desequilibre sua carreira por completo.

Pense nisso.

Abraços e afagos