O fracasso profissional posto à mesa: O que o erro pode induzir na sua carreira

7 07 2009

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Olá pessoal tudo jóia?

A reportagem do último mês na Você S.A foi sobre o ERRO. Aquilo que muitos humanos abominam,  fogem disso, mas é algo inevitável e é preciso saber conduzir muito bem o que acontece depois dele, para que não seja responsável por coisas maiores, como o fracasso.

Foram uma séria de reportagens, artigos e entrevistas, entre elas com um especialista na área (acredite se quiser) Sydney Finkelstein, professor de liderança e estratégia da escola de negócios Tuck, uma das mais renomadas dos Estados Unidos, autor de 2 livros : Por Que Executivos Inteligentes Falham (M.Books) e “Pense de Novo”, recém-lançado nos EUA.

Segundo ele na campo profissional existem 3 tipos de erros:

  • Raciocínio estratégico: um profissional toma uma iniciativa, desenvolve um projeto/ lança uma estratégia baseado em suposições equivocadas ou ultrapassadas.
  • A comunicação interna da empresa muito falha
  • Erros de liderança: Liderança do tipo hierárquica sempre leva ao erro, afinal ainda existem por aí pessoas que acreditam ter sempre razão.

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Mais uma vez confirmamos que cenas como essas aí da imagem acima não ajudam em nada o crescimento profissional de uma pessoa nem o crescimento de uma empresa, afinal viver num mundo autoritário, imperativo e sem aberturas para discussões, em plena era da comunicação e informação amplamente difundida (graças a nossa amiga Internet)…. Definitivamente não está com nada.

Segundo este mesmo especialista, os fracassos acontecem pois, ao avaliar um problema recorremos as “experiências enganosas” (memórias que parecem similares à situação que estamos enfrentando, mas não são), que nos confundem e criam projeções diferentes à realidade. Experiências como estas respondem por mais de 50% das decisões malsucedidas

Como em outras análises corporativas, chega-se a uma conclusão simples: que o diálogo, o debate entre as pessoas da empresas é a melhor sugestão para amenizar erros profissionais e corporativos. Afinal, assim não se tem apenas um ponto de vista, mas vários, que podem ser apresentados e ajustados para minimizar erros e visualizar novas formas para a criação, execução e monitoramento de projetos ou ações.

Por isso, antes de impor algo, reflita e discuta. sempre temos oportunidades novas para buscar o sucesso, não deixe que ações precipitadas virem erros que impossibilitem chegar lá.

Abraços e afagos





Networking: E como anda o seu?

23 06 2009

Olá pessoal tudo joia?

Atualmente a maioria dos profissionais já sabem – ou pelo menos tem uma boa noção – que não é apenas de competências técnicas e profissionais vive uma carreira. Ela vai além, e um dos fatores de grande relevância, onde a comunicação tem se tornado não apenas um meio mas até um fim para que certas estratégias, ações aconteçam, é o conhecido networking.

Alguns ainda co-relacionam a outro famoso e de certa forma negativo, termo QI (Quem Indica), mas acredito que todos já sabem que ter uma boa rede de contatos, conseguir conversar e estar em diferentes rodas de assuntos, é um diferencial para a carreira de qualquer pessoa.

NetworkingO famoso QI deve ser(ou deveria)  – simplesmente – resultado de um bom Networking, pois pessoas só indicam umas às outras, desde que tenham alguma referência a respeito – o que pode ser facilmente apresentado através das redes de contatos.

Engana-se porém, as pessoas que acreditam que apenas a troca de cartão de visita é suficiente para se ter e principalmente manter uma rede de contatos. O diferencial está justamente em mantê-lo, em fazer que aquele cartão seja apenas um lembrete da pessoa e do profissional que você conheceu em determinado momento, mas que as conversas, as trocas de experiências profissionais e o convívio que foram além do cartão.

O amigo do amigo

É muito comum por exemplo, em eventos corporativos, encontros de negócios ou de uma mesma área, conhecer uma pessoa que tem um amigo que estava buscando alguém justamente com o seu perfil?

Mas também não custa lembrar, que não se deve (como costuma-se dizer) “abusar da boa vontade alheia” e já se apresentar com a cara estampando as suas 2ªs, 3ªs e 4ªs intenções logo após o “oi tudo bem.” Muito menos disparar cartões de visitas para todo ser que aparece na sua frente em um evento.

Muito melhor que atitudes como estas, é ser lembrado por ter sido a pessoa que auxiliou outra dando aquela idéia para um problemão que está na sua empresa, ou que conseguiu te apresentar coisas da sua área que você nem tinha noção. É isso que faz a diferença, que faz com que seus contatos sejam além disso, possibilidades de Oportunidades.

Abraços e afagos





Um Empreendedor pode ser – também – um empregado?

16 06 2009

Olá pessoal, tudo joia?

Começaremos o post da Prosa Profissional com uma indagação bastante interessante: Um Empreeendedor pode ser – também – um empregado? Antes de prosseguir com a leitura deste texto, pare e pense um pouco a respeito.

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empregado

Pensou?

Então, esta pergunta é uma das matérias da revista Pequenas Empresas Grandes Negoócios deste mês (que aconselhamos muito você correr até a próxima banca e lê-la), e antes que você responda rapidamente um sonoro Não,  pense em exemplos como Luciano Huck, Marcelo Tas, ou ainda aquele empresário bem sucedido que você conhece que insiste – mesmo você não sabendo por que – em ser professor em faculdade.

O que eles têm em comum?

São empreendedores e empregados.

Bem, não precisamos dizer que o Luciano, o Tas e este empresário não têm necessidade nenhuma de terem a carteira assinada por qualquer empresa que seja, pois o retorno (em todos os sentidos) alcançado pelo esforço e liderança próprios,  já seriam mais que suficientes para viverem apenas disso.  Então o que leva pessoas como eles a terem esta dupla jornada, quando a maioria das pessoas pensam em focar apenas em um dos lados?

Engana-se quem acha esta situação rara, só nos Estados Unidos cerca de 47% dos empreendedores não possuem o negócio próprio como principal fonte de renda. Mas a questão financeira não é o ponto principal para levar uma pessoa a agir assim.

Fatores como segurança, satisfação pessoal (também chamada na língua dos empreendedores como paixão), possibilidade de planejar e atuar com maior prudência (e de forma minusciosa) nos projetos, bem como ampliar e manter atualizado o networking e, consequentemente as possibilidades de novos negócios, são levados em conta neste tipo de escolha.

Afinal, a carteira assinada permite que você sempre conheça e mantenha contato com diversas pessoas – que muitas vezes podem ser também seus clientes/parceiros no seu negócio, e também permite que você planeje de foma mais detalhada e segura os passos do seu empreendimento, já que não se tem a urgência – que acontece em muitos casos – de abrir um negócio para sua sobrevivência.

Antes que pensem que tudo são flores, podemos imaginar que esta dupla jornada não é nada fácil. Não chegamos a conversar com nenhum dos exemplos dados aqui (Luciano Huck e Marcelo Tas), mas imagine o que é ajudar a coordenar e ancorar semanalmente um dos melhores programas de jornalismo-humoristico do país (CQC) , estar totalmente atenado ao que ocorre no mundo e no país para publicar diariamente em seu blog e em seu twitter – sabendo que sua opinião é amplamente difundida, lida, discutida e criticada por toda internet [alguém lembra aí do famigerado case  “Telefônica no twitter do Tas”?], isso quando não tem palestras, visitas para fazer nos diversos cantos do país e também os vários convites para atuações e participações em ações teatrais – como os famosos stand-up comedy.

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Marcelo Tas é o rapaz mais seguido pelo twitter no país (90.637 seguidores contabilizados no dia de hoje), está na blogosfera desde 2003 – ou seja, muito antes desse boom do mundo online, proliferação de blogs e tudo mais (e o melhor,vivia disso). Por isso considerado por muitos um profissional polivante e empreendedor  de sucesso na internet, e poderia muito bem, como fez por algum tempo, não estar na Tv com acontece atualmente. No caso dele, um dos fatores primordiais dessa dupla jornada chama-se paixão.

É também o que move um dos personagens da reportagem da revista, Márcio Siqueira de 36 anos que é sócio proprietário de um escritório de contabilidade e também é supervisor administrativo financeiro de um shopping da cidade de Ribeirão Preto – SP. O lado empresário de Siqueira, para se ter uma idéia, inicia-se diariamente às 5 da manhã e vai até às 9h – quando assume o lado empregado de supervisor – e logo após o horário comercial e também, quando necessário, nos fins de semanas e feriados – retoma-se o lado empresário, resolvendo pendências e planejando os próximos passos da empresa.

Como se pode perceber, é possivel sim ser empreendedor e empregado, porém não é fácil. Cabe ao profissional cuidar muito bem destes dois papéis de forma que as responsabilidades que cada um exige não desequilibre sua carreira por completo.

Pense nisso.

Abraços e afagos






O trabalho em novos tempos

4 06 2009

Olá pessoal, tudo joia?

Apesar da correria para arrumar a mala e ir para Sampa no Social Media Brasil (evento sobre midias sociais com vários paineis e palestras nos dias 05 e 06 de junho), não podia deixar de postar aqui o que pode ser meu último post da semana direto de Uberlândia.

Como o assunto é do dia é sobre Carreira, resolvi pesquisar algum assunto a respeito e que levasse também a fazer uma relação direta com o fato da minha ida  à um evento voltado para o meu profissional. Assim eu achei uma entrevista da revista Você S.A com o filósofo Mário Sergio Cortella – quase certeza que ele já fez um quadro no Fantástico – a respeito do Trabalho em Novos Tempos. Ele estava em divulgação do seu novo livro Qual É a Tua Obra? – Inquietações Propositivas sobre Gestão, Liderança e Ética (Ed. Vozes) e,

Capa do Livro

Capa do Livro

nesta entrevista ele mostra de forma simples como deve ser encarado o trabalho neste mundo tão fulgás, rápido e em constante mudanças. E isso foi equivalente as coisas que busco atualmente e em especial com o curso em questão.

Para começar ele define a posição do profissional neste momento de mudanças e que eu, particulamente, assino embaixo: “O que mais garante uma presença efetiva e de melhor qualidade no futuro próximo é abrir a mente para novos ensinamentos”. Isso porque a partir de agora, busca-se  um autonomia no trabalho, ou seja, o profissional deve ser capaz de decidir por si próprio, dentro da liberdade individual de cada um (leia-se: SEM atropelar os outros). E só se consegue esta autonomia, na minha singela opinião, buscando novos ensinamentos – posi são eles que proporcionarão segurança e confiança para estas atitudes autônomas.

Já nesta primeira observação, a autonomia no trabalho, proporciona uma nova forma de enxergar o trabalho, a carreira e também o emprego. Afinal, agora as decisões não devem ser mais impostas ou solicitadas por outros – o que seria mais fácil e confortável – elas devem ser apresentadas por nós. E isso muitas vezes gera o medo, que é outro ponto destacado nesta entrevista. O medo pelo novo não deve ser, segundo o filósofo, visto como algo que trava esta busca e este conhecimento.  Pelo contrário, o medo deve ser o sinal de alerta que proporcionará a motivação básica para a busca (de forma pro-ativa) dessas soluções e desses ensinamentos.

Voltando para análise pessoal, ao longo deste ano percebi que a área de Internet e de mídi digital, social (e afins) estava se tornando uma área que iria além do interesse por lazer ou hobby. Verifiquei uma possibilidade  real de conhecer mais a respeito e buscar profissionalizar este aspecto, pois ele traria a oportunidade de atuar de uma nova maneira em áreas comunicativas como áudio e vídeo e que sempre estiveram na minha lista de desejos e maiores interesses.

Do momento que eu vivenciei esta nova área de interesse, passando pelo momento de verificar esta possibilidade até o fato de buscar profissionalização da mesma forma saltos distintos e não tão simples de dar. Afinal, eu poderia muito bem continuar do jeito que estava, na minha zona profissional de conforto e apenas buscar ser melhor naquilo que eu já fazia, o que seria bem mais prático e fácil (e sem tensões e afins).

É aquele negócio, o passo desconhecido, não importa para onde ele seja dado, dá medo sim. Mesmo assim, resolvi “colocar a cara para bater”, acredito muito que com esta nova área de interesse se aperfeiçoando e se profissionalizando(indo a cursos como este), posso oferecer muito mais no meu trabalho (onde eu estiver), sem contar no  impulso e na autonomia que isso proporciona na minha carreira, pois estes ensinamentos me darão constantemente maior segurança nos próximos passo, nas próximas decisões.

Como sabem, não costumo apresentar análises pessoais e particulares dos assuntos, por acreditar que este blog não é tem o objetivo de ser um monólogo mas sim vários diálos. Porém, esta reflexão pessoal é porque acredito que várias histórias se repetem em contextos diversos. E não custa dividir uma experiência para auxiliar (de alguma forma, mesmo que seja em reflexões) outras?

Abraços e afagos,

Até a próxima.





Ampliando a sua visão sustentável

29 05 2009

Olá pessoal, tudo jóia?

Aproveitando que iniciamos a semana falando de sustentabilidade na comunicação, fui pesquisar a respeito do assunto também na área de business e carreira. Exemplos de empresas que se voltam (ou que estão se voltando) para este assunto estão crescendo progressivamente, pois o que era anteriormente um diferencial, agora ela se tornou essencial.

E não estamos falando Apenas no quesito “verde”, ecológico da coisa… Sustentabilidade vai muito além disso.

Atualmente criou-se um tripé base para que uma empresa, pessoas e projetos possa se denominar sustentável, também chamado de triple bottom linepeople, planet and profit (pessoas, planeta e lucro – em português), ou para ser mais claro, como está a atuação da empresa/projeto/pessoa em termos sociais, ambientais e econômicos. E justamente por ser um assunto complexo e vasto, busquei exemplos de empresas/projetos que  possibilitam visualizar de maneiras diferentes este tripé.

O primeiro projeto que me chamou muita a atenção respeito chama-se Coletivu – é uma rede social cujo objetivo é criar e organizar caronas. Simples assim.

Assim como em outros projetos e em outras empresas, o tripé se apresenta interrelacionados e interdependentes, pois através das pessoas, o Coletivu cria os grupos de interesse (trabalho, eventos, viagens) onde encontramos outras pessoas  que fazem (ou irão fazer) o mesmo percurso que você e estão com o carro vazio.

Através dessa rede social de carona, temos aquela famosa equação em prol docoletivu planeta: menos carro nas ruas = menos uso de combustível = menos poluição = maior cuidado com o meio ambiente, e também o fato de ser algo puramente online  que economiza toda aquela “mão de obra” de processos e materiais para organizar este objetivo. O lucro – que é algo fundamental para qualquer empresa/projeto Literalmente se sustentar – vem das parcerias com empresas e também com o custo que é cobrado para grupos acima de 50 pessoas. Apesar da idéia não estar muito difundida no Brasil, em outros países este sistema já funciona.

Atrelado a este tripé, temos um outro trio de desafios que segundo especialistas, se torna essencial para que a sustentabilidade se torne a diferença numa empresa. São eles:

– Engajar os stakeholders
– Transformar em valor agregado
– Buscar isso na cadeia produtiva em que você está inserido

Para entender estes desafios e seu uso na prática, apresento-lhes o case mais clássico: Banco Real.

Da mesma forma que ocorre no outro tripé, neste também temos os itens se co-relacionando, pois é através do engajamento dos stakeholders (que são todos os públicos envolvidos e afetados pela empresa) – que o Banco Real (por exemplo) pode solicitar e até exigir critérios sustentáveis nas suas parcerias e nas suas relações B2B (business – to – business) dentro da sua cadeia produtiva (vide imagem abaixo).  E disso, o Banco é bem conhecido – se existe algum membro da cadeia produtiva que não pratica a sustentabilidade de forma criteriosa, tem grandes possibilidade de não ter o banco como cliente/parceiro.

Relação sustentavel Banco Real

O último desafio vem como consequência da atuação eficaz dos outros desafios, e comprova que esta co-relaçãoexiste e precisa estar naessência das empresas, como podemos ver na definição abaixo:

“Marca significa uma cultura e dinâmica de relações entre empresa/produto e a sua comunidade, que cria valor para todos os integrantes do ecossistema.”

Espero que este post tenha contribuído de alguma forma para seu conhecimento e que também, lhe proporcione atuações diferenciadas e sustentáveis no seu meio a partir de agora.

Beijos e afagos

[Fonte: ResultON, Slides e detalhes case Banco Real de Maria Camila Giannella – Thymus no ResultsON Day]